sábado, 30 de janeiro de 2010

de carlos moreira

"solidário
com a solidão
do poema

que nasce
sem profecias
nem estrelas

parto entre mil pedaços
de nadas fodas
fonemas

parto
de mim
e desperto
(morto? vivo?)

num porto
sem palavras
feito pedras"

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Corri

E enfrentei os céus

Encarei o sol

Invadi a caverna

Cuspi

Escarrei

Vomitei tudo que ainda podia

Quebrei tabu

Pulei o muro

Roubei a luz

Mas ninguém viu

Por isso

A única coisa que eu ainda carrego

É minha caixinha

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

do poeta

eu água

quando você

nada


eu vento

quando você

res[pira


dentroou fora

o mesmo hálito

o mesmo clima

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

ao poeta

Eu não vou voltar

E mesmo sabendo que não é pra mim

Vou responder

Porque aprendi

Que cada coisa com seu fim

Tem seu sabor

Cheiro

Dor

Prazer

E

Mesmo você não estando mais aqui

Vou lembrar

De alma

Canto

Calma

Choro

Gozo

Que existiu em silêncio

De maneira verdadeiramente linda

Mas que teve seu fim